Encontradouro trouxe à região três dias de cultura portuguesa

A inauguração do evento decorreu no Espaço Miguel Torga, em São Martinho da Anta, Sabrosa | Foto: Ana Portela

A inauguração do evento decorreu no Espaço Miguel Torga, em São Martinho da Anta, Sabrosa | Foto: Ana Portela

Realizou-se de 4 a 7 de maio, no Espaço Miguel Torga, em Sabrosa, a 2.ª edição do Encontradouro. Durante os dias do festival literário é levada à vila sabrosense a cultura portuguesa com escritores de todo o país.

Durante os dias em que ocorreu o festival, o Espaço Miguel Torga, em São Martinho de Anta, foi o principal palco de debates com escritores, exposições e conferências, numa iniciativa que se pretende transversal a todas as artes.

Francisco Guedes é o organizador e promotor do evento, nome já conhecido na organização de outros festivais como as Correntes d’Escritas (Póvoa de Varzim), e Literaturas em Viagem (LeV), em Matosinhos. O organizador confessou ao VivaDouro que “é díficil” preparar e dar a conhecer o festival “porque infelizmente a região tem pouca população”, salientando a importância da cultura portuguesa, “é preciso que os jovens peguem nas armas que têm, ou seja, na sua língua materna e na cultura e que lutem”.

Quem se deslocou à segunda edição do evento teve a oportunidade de conhecer inúmeros escritores como, por exemplo, José Manuel Fajardo, Fausta Cardoso Pereira e Manuel da Silva Ramos, personagens principais do primeiro debate literário, intitulado “Qual o lugar da literatura no conhecimento do mundo?”.

“Trazer outros nome de escritores que não são da região é muito importante, principalmente para que levem o nome do Douro pelo mundo e para que saibam como é a cultura duriense”, realçou Francisco Guedes.

O Encontradouro foi inaugurado com a exposição fotográfica de Georges Dussaud, com fotografias captadas em Portugal, onde o francês pretendeu retirar o “melhor” e mais “típico” que o país tem. Na altura, José Marques, presidente da autarquia sabrosense, sublinhou a importância da iniciativa, com um papel impulsionador e de “inspiração e interacção com o território, com novas experiências e novos talentos criativos que é o que o mundo precisa”.

Segundo o organizador do festival literário “é necessário que os jovens tenham a responsabilidade de vir, de saber que há aqui escritores importantes, são eles que educam os jovens. O ensino é a discussão permanente, é a cultura” afirmou ao VivaDouro, ascrescentando que “para o ano queria ver aqui mais pessoas, sobretudo de escolas, que olhassem para a literatura como uma aventura”.

José Marques frisou que o município está empenhado “para que com o apoio de todos, e alicerçando um país, possamos alavancar este território. Que este evento cultural seja um exemplo para os nossos jovens”.

 

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