FAV é um fator “determinante” para a fomentação da “identidade local”

Na foto: João Teixeira, presidente da Assembleia da República, José Maria Costa, edil da autarquia e Helena Mesquita Ribeiro, Secretária de Estado Adjunta e da Justiça

Na foto: João Teixeira, presidente da Assembleia da República, José Maria Costa, edil da autarquia e Helena Mesquita Ribeiro, Secretária de Estado Adjunta e da Justiça

Decorreu de 13 a 15 de maio a Feira do Azeite e do Vinho (FAV) no município de Murça. O certame visa a promoção dos reis da festa, o azeite e do vinho, bem como os produtos regionais do município. Na abertura do evento esteve presente na vila murcense a Secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro.

A Feira do Azeite e do Vinho de Murça tem como principal objetivo reunir num único espaço os produtos que identificam o concelho murcense. O azeite, o vinho, o mel, os queijos, as compotas, os enchidos e o fumeiro da região são algumas das principais especiarias que puderam ser apreciadas ao longo dos três dias do evento.

Durante a abertura oficial do evento, José Maria Costa sublinhou que a FAV “se tem vindo a afirmar e consolidar no território sendo um ponto determinante par a definir a identidade local”, salientando que “o clima e natureza xistosa dos solos potenciam e elevam a qualidade dos produtos locais”. De acordo com o autarca a FAV é um fator “determinante” para a fomentação da “identidade local”.

Helena Mesquita Ribeiro, presente na inauguração do evento, evidenciou que Murça é um concelho “afortunado”, tendo como maior contributo “as suas pessoas, basta terem a oportunidade de desenvolver plenamente o seu potencial”.

“É urgente romper com o ciclo vicioso que se traduz no desinvestimento no Interior, por força da escassez da população, o que por sua vez empurra ainda mais as pessoas para longe das suas terras”, frisou a Secretária de Estado, realçando que o município poderá contar com a ajuda do Governo para “criar condições de atratividade e desenvolvimento”.

“O Governo assumiu um conjunto de compromissos que passam pela disseminação da inovação e do desenvolvimento tecnológico pelas comunidades do Interior, pela valorização dos saberes e dos produtos tradicionais, bem como medidas com vista a atrair e fixar os jovens no Interior”, destacou Helena Mesquita Ribeiro.

O edil sublinhou a importância das cooperativas do vinho e do azeite que “influenciam a vida de milhares de pessoas e dão sustentabilidade económica ao concelho”, apontando a floresta e a pastorícia como atividades também importantes “das quais dependem diretamente muitas famílias e organizações locais”.

O azeite de Murça foi uma das principais atrações da FAV 2016

O azeite de Murça foi uma das principais atrações da FAV 2016

Teixeira de Sousa é vice-presidente da cooperativa de olivicultores. Segundo o murcense, o balanço da Feira do Azeite e do Vinho é “sempre bom porque mostramos aquilo que de melhor se produz na região”. “Participámos desde o início a convite da autarquia”, afirmou Teixeira de Sousa, realçando a importância da região como “um todo e não cada um por si”.

“As pessoas procuram muito o produto. Na minha opinião o nosso azeite é mais adocicado”, afirmou ao VivaDouro Eduarda Almeida, produtora de azeite, comparando o azeite de Murça aos restantes do mercado nacional. A produtora tira também proveito do azeite para fazer artesanalmente sabonetes, “muito procurados pelas pessoas que visitam a feira”, declarou.

De acordo com José Maria Costa, a décima segunda edição da FAV decorreu “dentro daquilo que nos estava perspetivado”. Com cerca de setenta expositores o certame foi visitado por milhares de pessoas ao longo dos três dias. “A grande maioria das pessoas ficou muito satisfeita com o negócio desenvolvido, mostraram ter sido muito rentável do ponto de vista comercial e também uma mais-valia em termos de divulgação do produto”, aferiu o edil. O retorno financeiro do vinho e do azeite ronda os oito milhões de euros, um “valor significativo” para a vila de Murça.

António Ribeiro, presidente da Adega Cooperativa de Murça, afirma que participam na feira para “dar a conhecer a cooperativa, principalmente a quem não nos conhece, visto que a nível local já somos suficientemente conhecidos”. O dirigente frisou ainda que a nível nacional a vila “é conhecida de norte a sul”, salientando que “o nome Murça está na moda e isso é que vende”.

Aquando da inauguração da Feira do Azeite e do Vinho, Helena Mesquita Ribeiro relembrou ainda que se cumprem cem anos sobre a incorporação do soldado Aníbal Augusto Milhais, combatente na I Guerra Mundial, que ganhou fama quando se bateu sozinho contra os alemães para ajudar à retirada das forças aliadas. “O conhecido soldado milhões, que nasceu nesta magnífica terra e se fez herói celebrando Portugal e corporizando as virtudes de coragem e resistência de todo o povo murcense”, referiu a Secretária de Estado.

A FAV decorreu de 13 a 15 de maio

A FAV decorreu de 13 a 15 de maio

“Para nós o objetivo foi cumprido, as expectativas foram atingidas. No próximo ano temos que melhorar alguns aspetos, tais como procurar ter mais produtores locais na feira e criar algum evento que potencie um pouco mais a presença de pessoas na sexta-feira. Um outro aspeto que gostaríamos de ver melhorado é a dinâmica entre os vitivinicultores, fazer um conjunto de atividades paralelas em termos de provas na área da vinificação, para termos a fileira técnica mais implementada”, confessou José Maria Costa ao VivaDouro, salientando que no balanço final se encontra “muito satisfeito com os resultados atingidos nesta edição”.

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