Já foram realojadas as famílias que viviam junto à Barragem de Bagaúste

Realojamento damílias que viviam junto à Barragem de Bagaúste | Foto: Direitos Reservados

Realojamento das famílias que viviam junto à Barragem de Bagaúste | Foto: Direitos Reservados

No dia 20 de novembro, as casas precárias junto à Barragem do Bagaúste, Peso da Régua, começaram a ser demolidas. As 12 famílias foram realojadas no bairro das Alagoas, mais conhecido por bairro Verde. Esta operação permitirá eliminar uma das “maiores nódoas negras” do Douro Património Mundial.

Há vinte e quatro anos que cerca de 40 pessoas, de etnia cigana, moravam no acampamento junto à Barragem de Bagaúste. O que era para ser uma situação provisória após as cheias que decorreram em 1989, tornou-se numa situação constante, “não houve capacidade de resolver, ao longo do tempo, esta situação e portanto nós tivemos que colocar mãos à obra e resolver o problema”, declarou Mário Mesquita Montes, vereador da Câmara Municipal do Peso da Régua, responsável pelo Pelouro da Habitação.

“Era um problema de natureza social, com condições de vida precárias que não estão de acordo com aqueles que são, hoje em dia, os nossos valores atuais, sobretudo para as crianças, porque é uma zona de proliferação de vários tipos de problemas, como a ameaça de animais ou até mesmo doenças”, afirmou o vereador, acrescentando que “são situações muito complicadas e que demoraram tempo demais a resolver”.

Com a classificação do Douro como Património Mundial da UNESCO, em 2001, aumentou a pressão para a limpeza do espaço, junto à linha de comboio do Douro, que era considerada por muitos como uma das “maiores nódoas negras” da região.

O vereador do Peso da Régua garantiu que as famílias foram bem integradas na sociedade, “a única diferença que há neste momento é que em vez de residirem junto à Barragem de Bagaúste, estão a residir no centro da cidade”. “As crianças já frequentavam as escolas, as pessoas vinham até à cidade portante estavam perfeitamente adaptadas ao ambiente social”, realçou Mário Mesquita Montes.

O autarca mostrou-se satisfeito com a situação atual, “porque resolvemos o assunto de uma maneira que nos parece ser digna e devolveu àquelas pessoas condições de vida que são fundamentais”, disse.

Apesar de se localizar no município do Peso da Régua, era um problema que tinha implicações em toda a região. “Havia associado a este problema social, um problema ambiental, de paisagem e da imagem da própria região que era muito prejudicada”, confessou Mário Mesquita Montes.

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