Oito “graffiters” criam roteiro de arte urbana em Vila Real

Pedro Podre a pintar o mural no Terminal Rodoviário / Foto: Salomé Ferreira

Pedro Podre a pintar o mural no Terminal Rodoviário / Foto: Salomé Ferreira

Entre os dias 15 e 18 de setembro os murais e fachadas de edifícios da cidade foram a tela para oito artistas nacionais de arte urbana interpretarem a história e tradição de Vila Real com o objetivo de criar um roteiro de arte urbana.

O Pitoresco – 1.º Festival de “graffiti” e Street Art de Vila Real animou as ruas da cidade durante quatro dias, tendo sido organizado pela associação “Instantes Mutantes” e o município inseriu-se na programação da Capital da Cultura do Eixo Atlântico.

Com esta atividade, a associação pretendeu criar “um roteiro de street art e graffiti na cidade de Vila Real, onde cada artista interpretou um tema da história e cultura de Vila Real”, explicou ao Vivadouro Eduardo Porto, membro da “Instantes Mutantes”.

Os artistas foram desafiados a interpretar temas ligados à história e tradição da cidade transmontana como o barro negro de Bisalhães, as corridas automóveis, o lobo ibérico, o Douro Património Mundial e os vinhos.

Mural dedicado ao Circuito Internacional de Vila Real / Foto: Direitos Reservados

Mural dedicado ao Circuito Internacional de Vila Real / Foto: Direitos Reservados

Assim, Bafo de Peixe, Smile, Pedro Podre, Fedor, Third, Mar, Draw e Contra subiram aos andaimes espalhados pela cidade e transformaram Vila Real, criando um roteiro de arte urbana na cidade.

“O que nós queremos é que visitem a cidade a pé e que através da visita aos murais conheçam a história e cultura da cidade através da interpretação que cada artista teve do tema que lhe foi dado”, acrescentou Eduardo Porto.

Pedro Sequeira, nome artístico Pedro Podre, um dos artistas convidados, visitou pela primeira vez Vila Real através desta iniciativa, “é uma forma de conhecer outras cidades”, referiu o artista do Porto enquanto pintava o mural do Terminal Rodoviário.

Tendo já participado em outros festivais de arte urbana de outras cidades, Pedro Sequeira considera que “é uma oportunidade de pintar coisas em grande escala”, afirmou ao Vivadouro. “Gosto muito do convívio”, acrescentou.

Mural dedicado ao Lobo Ibérico / Foto: Direitos Reservados

Mural dedicado ao Lobo Ibérico / Foto: Direitos Reservados

Com o objetivo de “dar uma dinâmica cultural à cidade”, ao longo dos quatro dias do festival foram ainda realizadas outras atividades, nomeadamente concertos, “workshops”, a iniciativa “Arte nas montras”, com alunos a decorar as montras das lojas do centro histórico, “Os pequenos artistas”, um workshop onde os mais pequenos pintaram pela primeira vez “graffiti”, e ainda o “Batismo de graffiti”, para quem quis experimentar esta técnica.

Mural dedicado à Olaria de Bisalhães / Foto: Direitos Reservados

Mural dedicado à Olaria de Bisalhães / Foto: Direitos Reservados

O 1º. Festival de “graffiti” e Street Art de Vila Real foi um dos eventos de destaque da reta final da iniciativa Vila Real Capital da Cultura do Eixo Atlântico.

“Apostamos na cultura, apostamos na juventude e na inovação. Um dos objetivos da Capital da Cultura foi precisamente este, dar visibilidade, palco, a associações locais, a jovens locais”, declarou à agência Lusa Eugénia Almeida, vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real.

A Vereadora do município revelou ainda a vontade da autarquia em que este seja o primeiro de muitos festivais de arte urbana em Vila Real.

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