A opinião de figuras nacionais e regionais do CDS

O VivaDouro esteve no 27º Congresso do CDS, que se realizou no Pavilhão Multiusos de Lamego, nos dias 10 e 11 de março. Aproveitamos para falar com algumas figuras nacionais e regionais dos centristas.

Cecília Meireles – Deputada na Assembleia da República

A expectativa para este congresso era muito alta, está a ser confirmada?

Acho que esta a correr, temos tido um debate de ideias livre, aberto, mas temos tido também, para alem deste debate de ideias, um debate de respostas e propostas para os portugueses.

Duas medidas concretas que o CDS queira implementar nestes 19 municípios do Douro?

Criamos um estatuto fiscal para o interior que é muito importante e depois há um conjunto de medidas que são defendidas, do ponto de vista económico, para a generalidade das empresas que tem particular interesse para uma região como o Douro que é uma região com enorme potencial de crescimento, porque é uma região reconhecida como tal e que tem um enorme potencial, quer do ponto de vista da produção de um produto que é internacionalmente reconhecido, como é o caso do vinho. O CDS já deu mostras da importância que dá a isso.

Diogo Feio

Qual a importância de um partido como o CDS organizar o seu congresso numa cidade omo Lamego?

Representa desde logo um sinal que é o seguinte, todos os partidos organizaram este ano os seus congressos, as suas reuniões magnas e o CDS quis fazê-lo aqui, no interior, dando um sinal claríssimo da opção que temos relativamente às políticas que queremos para o interior.

Nesse sentido também tive a possibilidade de, durante a minha intervenção, anunciar que no Gabinete de Estudos teremos um grupo especificamente sobre o interior onde se tratarão temas como o ordenamento do território, a agricultura, a diferença entre o litoral e o interior, pensarmos num país que seja cada vez mais uno.

Portanto este é um sinal político forte que mais ninguém deu.

Assunção Cristas sai de Lamego com a sua liderança reforçada?

Já era líder, este congresso e a união que aqui vemos à sua volta, só vem reforçar a sua liderança, sem dúvida nenhuma.

Hélder Amaral – Presidente Distrital CDS Viseu

Quais são as duas ou três principais ideias que irão sair deste congresso e que terão um forte impacto nesta região?

Desde logo acho que uma delas é a aposta na proteção e valorização da produção nacional e também a formação profissional.

O Douro precisa de formação, inteligência, ciência, pessoas capazes de pensar e inovar de forma a ser mais atrativo para a fixação de pessoas. Ainda na semana passada tivemos um forte combate político para que a formação profissional não seja alvo de cativações porque falta mão-de-obra especializada em áreas como o turismo para que seja cada vez mais uma alavanca da região.

José Pinto – Presidente Concelhia CDS Lamego

Qual a importância de um partido como o CDS organizar o seu congresso numa cidade como Lamego?

Para Lamego a realização deste congresso na nossa cidade reveste-se da maior importância, por vários sinais, um deles é a preocupação que o CDS demonstra em valorizar o interior.

Ainda ontem, durante a minha intervenção, tive oportunidade de dizer que, dos 106 congressos, de todos os partidos, já organizados até hoje, este é o primeiro a ser realizado numa cidade do interior com a dimensão que Lamego tem.

Durante o congresso tem-se falado muito do interior, esta será a grande mensagem que sai deste congresso, a aposta do CDS no interior?

Claramente. Essa mensagem tem passado muito bem neste congresso. Contudo, uma outra também muito importante é a de que o partido está com a sua líder, Assunção Cristas e quer que ela seja eleita Primeira-Ministra de Portugal.

Nuno Melo – Deputado do Parlamento Europeu

Como vê a realização deste congresso em Lamego?

Como um sinal politico evidente de um partido que tem feito do interior e dos problemas do interior uma prioridade que é politica, a politica é feita também de sinais. Ora escolhemos para um congresso nacional de reeleição da Assunção, depois de tudo o que tragicamente aconteceu em 2017 a par de muitos outros fenómenos, desde demografia a um êxodo que infelizmente tem sido imparável e outras desvantagens que são conjunturais, outras são até estruturais, fazer aqui o congresso. É realmente relevante e foi pensado e premeditado.

Trazer o interior para o discurso politico, não apenas quando acontece uma tragédia, e nesse caso como consequência, mas como prioridade e uma necessidade que se afirma todos os dias, muitas vezes até quando o mundo politico esta concentrado noutros temas, por isso a Assunção escolheu o interior.

Patrique Alves – Presidente Distrital Vila Real

Como homem da região, que ideias gostava ver saírem daqui para o futuro do Douro?

Eu acho que o mais importante é que haja um compromisso reforçado pelo partido com vista a encontrar soluções que ajudem a fixar pessoas no interior.

Há algumas infraestruturas que podem e devem ser criadas mas o mais importante é a existência de massa humana, portanto, todos os sinais que o partido possa dar a partir daqui que potenciem a fixação de pessoas nesta região será certamente a melhor mensagem que podemos levar daqui.

Rui Lopes – Presidente Concelhia CDS de Alijó

Como homem do Norte, do Douro, que ideias gostava de ver sair deste congresso para esta região?

O Douro não beneficia tanto como às vezes parece, mesmo estando na moda e sendo o motor económico que é.

Como presidente da concelhia do CDS de Alijó gostava de ver esta região ser mais valorizada, a região tem que ser pensada como um todo, não apenas olhando para o rio e para as zonas ribeirinhas. O Douro tem muito mais para conhecer do que apenas isso, é essa a preocupação que temos de ter.