Casa do Douro terá eleições até maio, ALD e Federação disponíveis para ir a votos

A garantia foi dada pela Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, durante o debate na especialidade de proposta do Orçamento do Estado 2020. ALD, em comunicado, já assumiu candidatura, que também será apresentada pela Federação, em declarações exclusivas ao VivaDouro.

No decorrer do debate na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2020, em comissão parlamentar, Maria do Céu Albuquerque garantiu aos deputados que, “o Ministério da Agricultura se encontra a preparar a legislação” para se realizarem as eleições aos órgãos sociais da Casa do Douro, “previstas para maio de 2020”.

A “reinstitucionalização” da Casa do Douro enquanto associação pública e de inscrição obrigatória foi aprovada em Julho de 2019, com os votos favoráveis de PS, BE, PCP, PEV, PAN e pela deputada social-democrata eleita pelo círculo de Vila Real, Manuela Tender, e os votos contra de PSD e CDS-PP.

O diploma entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2020, relembraram os deputados à ministra, contudoas portarias necessárias à realização de eleições na instituição ainda não foram publicadas. Tendo a governante garantindo que serão “finalizadas em breve”.

Horas depois das declarações da ministra, numa nota enviada às redações, a Associação da Lavoura Duriense (ALD), declarou que será candidata neste processo.

“Assim que as eleições sejam marcadas, os associados da Associação da Lavoura Duriense (ALD), apresentarão uma candidatura aos órgãos sociais da Casa do Douro, assente no compromisso solene de que defenderão e votarão no Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP, IP), o aumento substancial do ‘benefício’, na vindima deste ano, tendo em vista a recuperação das perdas dos últimos 2 anos”, lê-se no comunicado.

Entretanto, em declarações exclusivas ao VivaDouro, António Lencastre, atual presidente da Casa do Douro / Federação Renovação do Douro, já veio confirmar uma candidatura desta estrutura, deixando contudo algumas reservas quanto à data em que o processo eleitoral se irá realizar.

“Eu acho que há duas reações às palavras da ministra, a primeira epidémica: estamos prontos para as eleições. A segunda, o processo devia estar a começar em novembro e só está agora por isso, embora a ministra diga o que diga, algum atraso existe.

Não temos que pôr falta de fé ou muita fé naquilo que a ministra diz, esse não é o problema. O processo eleitoral deve ser bem elaborado, equilibrado e que tem de olhar a todos os conveniente e inconvenientes dos viticultores. Não acho que qualquer decisão precipitada seja boa para a região, as coisas devem ter o timing que devem ter, sem precipitações. Não sei se as eleições vão ser em maio ou não mas elas vão existir e o que importa é que nós vamos ter uma lista.

O legislador teve a preocupação que os integrantes da direção da Casa do Douro – Federação não pudessem ser candidatos, há esse óbice, no entanto, nada impede que dos quadros da própria Federação não saia uma lista forte e completa e principalmente uma lista livre, competente em conhecimento técnico e principalmente não comprometida com todos os azares do passado. Haverá gente muito competente e sem rabos de palha do passado que poderá fazer um trabalho competente, dedicado à região”.

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