Eleições PSD: A visão dos coordenadores de Rio e Rangel no distrito de Vila Real

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André Marques- Coordenador de candidatura de Rui Rio no Distrito de Vila Real

Apoio convictamente Rui Rio! O momento de exceção que o país atravessa, exige de quem exerce militância no PSD um sentido de responsabilidade individual e livre, mais apurado que nunca.  Acresce a esta minha convicção pessoal a de cumprir com o desafio que me foi endereçado, desempenhar a coordenação da candidatura do Rui Rio no Distrito de Vila Real. Quero desde já ressalvar que esta minha decisão é toda ela imbuída de um espírito democrático e unicamente construtivo.

A decisão que temos pela frente em primeira instância nas eleições diretas do PSD, é a escolha do candidato a Primeiro-Ministro de Portugal. Estamos perante umas eleições muito particulares, com relevante importância de salvaguardarmos ambos os candidatos aos olhos do País, acima de tudo. Quero desde já frisar, que tanto Rui Rio como Paulo Rangel, são quadros de excelência do PSD e ambos têm um contributo importante para dar ao País. Não está em causa as capacidades individuais de cada um deles, mas sim uma análise pragmática do contexto político atual, que julgo ser manifestamente favorável a Rui Rio, que considero reunir as melhores condições para liderar um projeto reformista e estável que o País tanto necessita. Um dos fatores determinantes para a minha tomada de decisão, enquanto militante, prende-se por não rejeitar as evidências emanadas pelas pessoas que me rodeiam, fora do circuito partidário, que recai vincadamente sobre Rui Rio como sendo a melhor solução para liderar o PSD nas Legislativas 2022. Permitam-me sugerir o seguinte exercício que eu próprio fiz:  questionem fora do partido os vossos familiares e amigos e interpretem a sua mensagem. Julgo que terão a mesma perceção que eu.  Perante isso, é nossa responsabilidade enquanto militantes, cumprir internamente com essa visão emitida pela sociedade civil e do comum eleitor. Só assim, estaremos a prestar um bom serviço ao País.

O quadro político dos últimos anos, teve uma frente de esquerda como nunca houve na história do País, há hoje a plena noção de que esta frente nasceu por si e só morreria por si própria. Quero com isto dizer que é injustificado e injusto apontarem o dedo à ineficácia da oposição, pois é evidente que quanto mais atacada esta frente fosse, mais esta se unia, havendo um contexto de defesa permanente que acabaria por fortalece-los. Há que reconhecer que o combate e queda da apelidada “geringonça” não é algo que vem nos livros (como fazer oposição), pois não há histórico comparativo. Este é um fator relevante! Tenho sérias dúvidas que caso tivesse havido uma oposição mais agressiva, com um tom de voz mais elevado, agarrada a pequenas tricas e alicerçada na espuma dos dias, hoje o PSD não teria o enquadramento de ser a garantia de estabilidade na possível geometria parlamentar, que possa advir do resultado da legislativas 2022.

Importa também salientar que, algumas críticas internas de que o PSD não tem matéria e visão para apresentar ao País, é uma inverdade. O PSD tem uma visão para o País, existe um extenso e robusto trabalho de auscultação desde da base do partido com envolvência da sociedade civil, realizado através do CEN – Conselho Estratégico Nacional. O CEN é uma estrutura de trabalho interno que envolveu milhares de pessoas, nos seus diversos quadrantes e setores, e essa visão será certamente plasmada na estratégia programática que Rui Rio apresentará ao País. O grau de legitimidade programática que Rui Rio tem, proveniente do CEN, é correspondente à dimensão reformista e avanço estrutural que o País necessita. Disso, não tenhamos dúvidas.

Temos pela frente uma decisão com enorme impacto na vida das pessoas, temos uma gigantesca responsabilidade para com o futuro do país, e não podemos correr o risco de sermos incompreendidos pelos Portugueses ao entrarmos em “experimentalismos” a dois meses de eleições legislativas.

As opções são duas, optar pela convicção individual de cada militante ou pelo tacticismo partidário. É precisamente neste ponto que se pode ou não dar início à vitória das legislativas 2022. Se o PSD optar pela convicção da base pode ambicionar a vitória, se optar por tacticismos e estratégias de longo prazo, poderá incorrer num vazio muito complexo.

Quero por último apelar à serenidade e à mobilização, o País necessita de nós.

Acreditem, o país necessita de um líder reformista.

 

Rafael Feliciano – Coordenador de candidatura de Paulo Rangel no Distrito de Vila Real

Há cerca de quatro anos foi prometido aos militantes do PSD e aos portugueses um banho de ética política. No entanto, assistimos a quatro anos de seca reiterada de oposição ao Governo; uma aridez de oposição assertiva e tempestiva, além de uma esterilidade de verdadeiras propostas alternativas à governação socialista.

Nos últimos quatro anos, o PSD esteve acasernado num discurso político ao centro e em momento algum se vislumbrou a possibilidade de virmos a ganhar eleições legislativas.

Não vai há muito tempo, ouvimos dizer que o objectivo estratégico do PSD deveria ser resgatar o Governo da extrema-esquerda. Entendo que o PSD não deve ter como estratégia resgatar o Governo da extrema-esquerda. O PSD deve ter como estratégia política resgatar e libertar os portugueses dos grilhões ideológicos da extrema-esquerda e do PS e, em consequência, alcançar a governação de Portugal.

É consensual dizer-se que as eleições se ganham no centro político. Não sou politólogo, sociólogo, nem analista político.

Não obstante, parece-me que as eleições legislativas não se ganham com um discurso focado, exclusivamente, no centro político e dirigido, apenas, a um determinado segmento sociológico da sociedade.

Mas uma coisa eu tenho a certeza! As eleições legislativas ganham-se com um discurso político dirigido a todos os portugueses, sem excepção! As eleições legislativas ganham-se com propostas bem fundamentadas, sérias, concretas e exequíveis dirigidas a todos os portugueses. Nas últimas eleições legislativas assistimos a uma transferência de voto desde a extrema-esquerda até à direita radical.

Uma das lições que podemos tirar desta volatilidade de voto é que é possível atrair todos os portugueses a votarem no PSD, desde que tenhamos um programa político em consonância com as nossas bases programáticas e abrangendo as legítimas expectativas da maioria dos portugueses. E é nesta maioria dos portugueses, desde o centro-esquerda (moderada) ao centro-direita e direita moderada a quem o PSD deve dirigir-se no seu discurso político.

É nesta pluralidade abrangente de portugueses que deve consistir a base sociológica de apoio político-partidário do PSD de forma a conseguirmos uma maioria parlamentar confortável e governarmos sem os condicionalismos ou amarras dos partidos extremados.

O PSD precisa de um líder galvanizador, um líder que agregue as várias sensibilidades do partido e, essencialmente, um líder que saiba ouvir os militantes e as estruturas locais.

E é, também, por defender este tipo de posicionamento político e estratégico do PSD, além da sua determinação em ganhar as eleições legislativas, que eu apoio, convictamente, a candidatura de Paulo Rangel à liderança do PSD.

Apoio Paulo Rangel porque, também, defende uma sociedade menos estatizada e mais liberalizadora. Nos últimos seis anos assistimos a um aumento da estatização de vários sectores da sociedade, nomeadamente no domínio da educação e da saúde com a consequente degradação qualitativa. Não podemos continuar a ter uma visão maniqueísta entre o sector público e o sector privado. É necessário recriar e reformular o modelo de complementaridade entre o Estado e o sector privado numa relação simbiótica e mutualista em que ambas as partes partilham os mesmos riscos e ganhos de forma equitativa.

Apoio a candidatura de Paulo Rangel por defender que os problemas essenciais da Justiça não estão ao nível dos órgãos superiores, mas ao nível da celeridade processual devido, sobretudo, à falta de meios instrumentais e recursos humanos.

Há muitos anos acompanho com regularidade quase diária a actividade política portuguesa. Acompanho o percurso de vários protagonistas políticos. E há muitos anos que acompanho o percurso político de Paulo Rangel.

Paulo Rangel é portador de um discurso de esperança; defende a criação de riqueza como impulsionador da mobilidade e ascensão social; faz uma aposta na digitalização dos serviços do estado e do sector empresarial; invoca o legado do PSD na defesa do ambiente, devendo ser uma das suas bandeiras políticas.

Por tudo que tem afirmado e escrito ao longo dos muitos anos que está na política activa, tenho a convicção que Paulo Rangel está muito bem preparado para ser a melhor alternativa na liderança do PSD. E tenho, também, a convicção que Paulo Rangel é possuidor de um pensamento político bem estruturado e sólido para ser o futuro Primeiro-ministro de Portugal.