Protocolo entre Lamego e Randstad cria 180 postos de emprego

José Miguel Leonardo, diretor-geral da Randstad e Francisco Lopes, presidente da autarquia

José Miguel Leonardo, diretor-geral da Randstad e Francisco Lopes, presidente da autarquia

Foi assinado no passado dia 18 de janeiro, o protocolo entre a Câmara Municipal de Lamego e a Randstad, no arranque do projeto de criação de um call-center da Altice, na cidade de Lamego. O protocolo assinado tem a duração de cinco anos e irá criar 180 posto de emprego no município.

O município de Lamego irá acolher a instalação de um call-center da Altice em Portugal, que criará até 180 postos de trabalho. De acordo com Francisco Lopes, presidente da autarquia, “é um investimento que fazemos para trazer a Lamego uma dinâmica maior, que está já a dar frutos para o nosso futuro que é a qualificação dos nossos cidadãos”, afirmou o edil, acrescentando que o município valoriza a “possibilidade de poder oferecer e procurar interessados nesta formação nos concelhos vizinhos, dando ainda mais força a este projeto”.

Atualmente este serviço está a funcionar na antiga escola primária nº1, instalações ainda provisórias, enquanto se organiza o novo espaço para albergar em definitivo o futuro call-center, o antigo polo da Escola Superior de Educação de Viseu. A autarquia vai investir cerca de 400 mil euros em obras de adaptação e requalificação para que o espaço comece a funcionar no segundo trimestre do ano. “Espero que em 2, 3 meses possamos mudar para as instalações definitivas, contudo iremos manter este espaço para que aqui possam decorrer mais ações de formação, em todas as áreas”, revelou Francisco Lopes.

Para celebrar o projeto entre Lamego e a Randstad, multinacional de recursos humanos que está a recrutar colaboradores para assistentes de atendimento, foi assinado um protocolo entre Francisco Lopes e José Miguel Leonardo, diretor-geral da Randstad.

José Miguel Leonardo salientou que “compete-nos representar a nossa empresa junto dos clientes, com um bom atendimento, com muito trabalho e responsabilidade”, salientando que este projeto que dá ao Interior uma nova “visibilidade”. “O projeto começou com uma vontade de trazer ao país uma oportunidade, foi a nossa vontade e a das autarquias”, concluiu o diretor-geral.

O presidente da autarquia sublinhou que “não faríamos este esforço se não estivéssemos cientes que este é um meio muito importante para disponibilizar emprego à nossa população”.

Vanessa Gomes e Ana Rodrigues, funcionárias do call-center

Vanessa Gomes e Ana Rodrigues, funcionárias do call-center

Vanessa Gomes é uma das funcionárias do Call-Center. A funcionária teve seis semanas de formação em outubro e é atualmente supervisora. “As expectativas foram muito superadas, está a ser uma experiência fantástica”, revelou Vanessa Gomes, ao contar que sempre gostou de “lidar com muita gente”. A funcionária sublinhou que concluiu os estudos na Suíça e que isso “facilitou muito a minha adaptação por termos que falar em francês”. Apesar de não estar desempregada, a lamecense explicou que o seu antigo emprego “não era uma área que me agradava e por isso decidi enveredar nesta aventura”. Ao contrário de Vanessa Gomes, Ana Rodrigues, que trabalha no atendimento de chamadas do call-center, revelou que estava desempregada há dois anos e que por isso aceitou de “imediato” esta oportunidade. “Atendo chamadas e é muito interessante porque lidamos com várias pessoas, é muito enriquecedor”, frisou a funcionária que está a “adorar o novo emprego”.

Para além do recrutamento de pessoas fluentes em francês, a Randstad, em parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), está a dar formação de aperfeiçoamento aos colaboradores com conhecimentos no idioma para integrarem o Call Center.

Aliada a Lamego, também as cidades de Fafe, Castelo Branco, Amarante, Guarda e Vieira do Minho estão a receber este tipo de infraestruturas.

 

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