Aldeias Humanitar vence Prémio Direitos Humanos da Assembleia da República

A Aldeias Humanitar é a vencedora do Prémio Direitos Humanos 2019 da Assembleia da República, pela intervenção humanitária de saúde e amparo social.

O Júri do Prémio justifica a sua atribuição à Aldeias Humanitar pela “atuação humanitária e inovadora na prestação de cuidados de saúde e sociais, no amparo das famílias e pessoas idosas que vivem em situação de vulnerabilidade ou isolamento e abandono, principalmente no interior do País”.

O Prémio Direitos Humanos é atribuído anualmente a uma organização não governamental, ou personalidade que se distinga na defesa dos direitos humanos.

“Depois do Reconhecimento da sua valia científica, do reconhecimento operacional, eis que a Assembleia da República dá à Aldeias Humanitar o Reconhecimento dos Direitos Humanos. É imensa a responsabilidade. É enorme o sentimento de gratidão.”, revela a Aldeias Humanitar, em comunicado.

“Estes reconhecimentos dedicam-se ao Interior de Portugal, às PESSOAS que lhe dão vida, e a todas as Entidades e Instituições que, tal como a Aldeias Humanitar, ajudam por cá a garantir a dignidade e a qualidade de vida humana”, conclui.

A Cerimónia de Entrega do Prémio Direitos Humanos 2019 tem lugar no próximo dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, e que é, simultaneamente, o Dia Nacional dos Direitos Humanos, no Salão Nobre da Assembleia da República.

Sobre o Projeto Aldeias Humanitar

O Projeto Aldeias Humanitar desenvolveu o seu projeto piloto a partir de 2017 nos concelhos de Sernancelhe e Penedono, tendo sido escolhida pela Agência Social do Douro a Santa Casa da Misericórdia de Sernancelhe para instituição âncora deste projeto piloto. Constituiu-se como instituição em 2018, ano em que iniciou a intervenção humanitária de forma consistente e continuada.

A sede nacional da Instituição é em Sernancelhe, no Douro Sul, onde funciona também o Núcleo de Intervenção de Sernancelhe-Penedono. A partir de Janeiro, o Aldeias Humanitar terá atividade continuada em Tabuaço, estando prevista a intervenção noutros concelhos do Interior.

O Projeto Aldeias Humanitar tem a vertente de Intervenção e a vertente de Certificação de Territórios. A Intervenção é feita de forma absolutamente gratuita às pessoas que dela usufruem e sempre no propósito de integrar cuidados de saúde e sociais, partilhar recursos já existentes na comunidade e articular com as entidades e instituições da comunidade, por forma a otimizar o resultado da intervenção.

O Aldeias Humanitar tem desde a sua criação o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República. Já este ano o Aldeias Humanitar recebeu o Prémio Healthcare Excellence 2019, da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, bem como outros reconhecimentos e apoios financeiros de organismos e entidades de relevo em Portugal.

Na génese da sua formação está a Agência Social do Douro que garante o suporte técnico e científico voluntário e a Fundação da Caixa Agrícola do Vale do Távora e Douro, bem como os Municípios, que permitem parte da sustentabilidade financeira, O Aldeias Humanitar tem como objetivo alargar o seu modelo de intervenção a todo o Interior de Portugal e mobilizar todos para a luta contra o desamparo humano. O Aldeias Humanitar está consciente de que ainda pouco fez, porque o caminho das necessidades é longo. Felizmente, existem muitas instituições nas comunidades que há muitos anos fazem um trabalho extraordinário. O Aldeias Humanitar está consciente também do importante impacto da sua intervenção na vida das pessoas, mas que os reconhecimentos e, no caso concreto, dos Direitos Humanos, são, fundamentalmente, atribuídos à tomada de consciência da realidade da desertificação humana no interior de Portugal e das suas consequências.

No absoluto respeito pela privacidade, vontade e individualidade das pessoas, a Intervenção Humanitar faz-se com discrição, em estruturas multidisciplinares da área da saúde e do social, integradas em Equipas Humanitar de Cuidados em Casa.

A Ação Humanitar começa pela avaliação das necessidades concretas, suportada em modelos técnico-científicos e, depois, os técnicos do projeto procuram nas famílias, nas Instituições, nos Municípios e nas Juntas de Freguesia os recursos ou respostas. Mantendo-se a necessidade, e não havendo resposta disponível na comunidade, depois de elaborado o Plano Individual, inicia-se a intervenção das Equipas Humanitar de Cuidados em Casa.

A Aldeias Humanitar tem a ambição de contribuir para a mudança de comportamentos e de ver replicado este modelo de intervenção nos territórios para uma mobilização geral a favor da humanização do Interior de Portugal.