ANACOM reúne com CIM Douro sobre migração da rede TDT

O processo de migração da rede TDT que abrange os municípios da CIM Douro foi apresentado aos autarcas, durante a reunião que teve lugar em Murça, com o objetivo de estes informarem os seus munícipes evitando assim potenciais fraudes.

O processo de migração que abrange o território da CIM Douro terá início no próximo dia 30 de setembro com a ressintonia do emissor de Resende, que abrange os concelhos de Mesão Frio e Lamego, terminando no dia 15 de outubro com a mesma operação a ser realizada no emissor de Santa Marta de Penaguião.

Após as mudanças efetuadas nos emissores, os utilizadores terão de sintonizar novamente os seus televisores ou descodificadores na nova frequência em que o emissor passa a transmitir.

O processo, manual, é bastante simples, contudo, havendo alguma necessidade a ANACOM terá disponível um contacto telefónico (800 102 002), entre as 09H e as 22H, para ajudar a população na sintonia dos televisores à distância, havendo ainda a possibilidade de agendar a visita de um técnico para ajudar na sintonização.

No final da reunião, em declarações à comunicação social o presidente da ANACOM, João Cadete de Matos, referiu que este processo tem sido gradual em todo o país havendo da parte da entidade “o cuidado de reunir com os autarcas para debater não só este tema mas também para falar das comunicações em geral”.

Para o presidente da entidade as autarquias “têm neste processo um papel importante”. Segundo João Cadete de Matos a ANACOM celebrou mesmo “protocolos de colaboração com diversas autarquias neste processo”.

“Esta colaboração é importante em especial para informação às populações para evitar possíveis fraudes sendo que as autarquias e as juntas de freguesia são quem está mais próximo das populações e a quem muitas vezes estas recorrem. Se alguém disser às pessoas que têm de pagar para ver TV isto é falso, toda a gente tem o direito de ter televisão gratuita em casa”.

Domingos Carvas, vice-presidente da CIM Douro, afirmou aos jornalistas que as autarquias “vão cumprir o seu papel”.

“Para além dos municípios, as Juntas de Freguesia, que estão ainda mais perto das populações, terão um papel importantíssimo sobretudo no evitar das fraudes. No meio disto tudo a sintonia é o mais fácil de resolver, com a ajuda de um amigo, vizinho ou familiar, o mais importante é mesmo evitar a fraude, sobretudo porque as populações envelhecidas, que são quem mais usa este serviço, podem ser mais fáceis de ludibriar”.

Na conversa com os jornalistas foi ainda abordada a questão dos CTT e a renovação das licenças que está em negociação com o Estado.

Para o presidente da ANACOM, “é indispensável que todo o país continue a ter um serviço postal com qualidade, que pressupõe duas coisas, as cartas e as encomendas. É importante que cada vez mais as encomendas postais e a correspondência chegue a casa das pessoas sem extravios e sem atrasos”.

João Cadete de Matos refere ainda que “nos últimos anos assistimos a uma degradação deste serviço no nosso país, com o aumento dos prazos de entrega de correspondência, não cumprindo os padrões de qualidade. Isso é algo que nos preocupa e consideramos essencial que no contrato de concessão do serviço postal que vai ser negociado com o Estado português, o prestador do serviço de correios garanta prazos de qualidade para toda a população, mesmo nas zonas de baixa densidade porque toda a gente tem os mesmos direitos”.