Caminho de Torres será apresentado publicamente no Santuário da Lapa

O Santuário de Nossa Senhora da Lapa, no Concelho de Sernancelhe, vai receber, no dia 11 de junho, a cerimónia de apresentação pública do Caminho de Torres, idealizado para homenagear Diego Torres, professor catedrático de Salamanca, que esteve exilado em Portugal e realizou este percurso no ano 1737.

A rota une Salamanca a Santiago de Compostela e tem cerca de 567 quilómetros que pode ser dividida por 23 etapas. Ao longo do trajeto são percorridos caminhos ancestrais de Portugal e Espanha, atravessando cidades que fazem parte do Património Mundial da UNESCO e a região do Alto Douro Vinhateiro. Na área geográfica da CIM Douro, o Caminho de Torres atravessa os concelhos de Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tarouca, Lamego, Régua e Mesão Frio.

O levantamento e sinalização deste percurso enquadra-se na operação NORTE-04-2114-FEDER-000095 – “Valorização Cultural e Turística do Caminho de Santiago – Caminho de Torres”, submetida pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, na modalidade de Co promoção entre a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, a Comunidade Intermunicipal do Ave, a Comunidade Intermunicipal do Cávado e a Comunidade Intermunicipal do Douro, com um montante de investimento de 1 063 275,87€, com uma comparticipação comunitária de 903 784,49€ e uma contrapartida nacional de 159 491,38€, foi aprovada pelo NORTE 2020.

Este projeto tem como objetivo a valorização cultural e turística do Caminho de Torres, enquanto um dos quatro itinerários jacobeus estruturados em Portugal. Para além disso, é o único trajeto que junta, num mesmo caminho, localidades tão importantes para o imaginário medieval jacobeu como Tarouca, Amarante, Guimarães, Braga e Ponte de Lima.

O reconhecimento nacional e internacional são os objetivos principais do Caminho de Torres, depois de efetuado um diagnóstico prévio ao itinerário para que se procedesse à implementação de sinalética, à proteção, valorização e conservação deste bem patrimonial e à definição do plano de promoção plurianual.

Este projeto, de natureza imaterial, contemplou três ações: uma relativa ao Estudo e Identificação do Caminho de Santiago – Caminho de Torres, outra relativa à valorização e requalificação do traçado do Caminho de Torres e, por último, uma ação de promoção, divulgação e monitorização desse mesmo Caminho de Santiago.

Esta rota será alvo de um conjunto alargado de ações de comunicação, informação e divulgação do Caminho de Santiago – Caminho de Torres considerando que este é um vetor estratégico de sucesso em qualquer projeto. É através desta ação que será possível comunicar com os públicos-alvo e garantir a ampla disseminação do Caminho, bem como atingir níveis elevados de participação nas ações que venham a ser implementadas. Serão realizadas apresentações públicas, ações de sensibilização junto da comunidade local, um congresso internacional, campanha publicitária e de marketing digital, ferramentas digitais, materiais de informação, um livro de prestígio e registo fotográfico.

Toda a estratégia promocional definida nesta candidatura será integrada e articulada a nível regional e nacional com as entidades que promovem os Caminhos de Santiago, nomeadamente a Turismo do Porto e Norte de Portugal, a Direção Regional da Cultura do Norte e o Turismo de Portugal.

O objetivo das entidades promotoras deste percurso de Santiago passa igualmente por respeitar a história dos peregrinos de todo o mundo que, partindo dos locais mais longínquos, rumam a Santiago de Compostela, para venerar o apóstolo Tiago. Por razões de fé, motivações culturais ou apenas pelo desafio, muitos são os que decidem fazer o Caminho.

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