Feiras e mercados de levante dependem das autarquias

A medida estava a ser muito contestada pelo sector.

Depois de anunciar a proibição das feiras e mercados de levante o Governo de António Costa  voltou atrás com a decisão e deixou na mão das autarquias a decisão de autorizar estas atividades, depois de “verificadas as condições de segurança e o cumprimento das orientações definidas pela Direção-Geral da Saúde”.

O recuo na decisão surge em contraciclo com tudo aquilo que tinha dito Graça Freitas horas antes. Na habitual conferência de imprensa, a diretora-geral de Saúde defendeu a justiça da medida argumentando que o comércio tradicional “é estável, é fixo, não é móvel” e “dá alguma garantia de que as regras se cumprem”.

“Temos que ter alguma paciência porque temos mesmo que achatar a curva porque o inverno e o frio a sério e os outros vírus ainda não chegaram e temos aqui e agora uma janela de oportunidade”, acrescentou Graça Freitas.

De acordo com o que o VivaDouro conseguiu apurar junto das autarquias da região incluídas na listagem dos 121 municípios de “alto risco”, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Peso da Régua, Sabrosa, São João da Pesqueira e Vila Real, já aprovaram a realização destas atividades.

Em Tabuaço a decisão deverá ser também pela realização da feira mensal (acontece no último fim de semana de cada mês), de acordo com declarações do autarca Carlos Carvalho. “Em outubro, atendendo que estávamos num período com cadeias de contaminação por identificar e estagnar, entendemos não se encontrarem reunidas as condições. Este mês se a situação estiver estável, permitiremos”.

O município de Alijó está também a avaliar as condições para a realização de feiras e mercados sendo que a próxima a realizar-se seria a Feira de S. Martinho que coincide também com o feriado municipal.

No município de Santa Marta de Penaguião não existe nenhuma atividade do género.

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