Onda de calor obriga a cuidados redobrados

O aviso tem vindo a ser feito já há alguns dias mas com o aproximar do início de agosto as previsões vão sendo mais acertadas e as temperaturas acima dos 40 graus parecem cada vez mais uma realidade.

“Entre os dias 1 e 6 de Agosto, pelo menos, vai haver um episódio de calor muito pouco comum em Portugal, comparável ao episódio extremo de 2003. As temperaturas irão superar 45 graus em alguns pontos do Alentejo e Vale do Tejo assim como em zonas de Vale do interior (Pinhão ou Mirandela, por exemplo) etc, devem ficar perto de 45 graus”, quem o afirma é Fábio Félix, administrador da página Luso Meteo.

Ainda segundo as declarações do meteorologista amador à nossa redação, esta situação deverá manter-se “pelo menos 6 dias, o que já é muito tendo em conta os valores incríveis de temperatura previstos (45\47) em alguns pontos”, contudo, depois desta vaga de calor extremo inicial, o calor deverá manter-se por mais alguns dias.

Mapa de temperaturas Luso Meteo

Esta onda de calor será provocada pela deslocação de uma massa de ar quente e seco proveniente do Norte de África que deverá alcançar a Península Ibérica nos próximos dias e que provocará este súbito aumento de temperaturas.

Estas ondas de calor não são normais e ainda hoje, dia 30 de julho, o IPMA irá realizar uma conferência de imprensa lembrando os perigos e os cuidados a ter numa situação destas, tendo já o próprio instituto colocado praticamente todo o país em alerta laranja a partir de dia 1 de agosto, alerta que Fábio Félix acredita “que devem subir para vermelho em praticamente todo o país nos dias 2\3\4”.

Na região do Douro a situação será semelhante ao restante país com alguns locais a poderem atingir máximas de 44 ou 45 graus e com temperaturas mínimas “em alguns locais bem acima de 25 graus”.

Mapa IPMA com alerta laranja para dia 2 de agosto em quase todo o país

Recorde-se que em Portugal o recorde de temperatura mais elevada foi registado em 2003, na Amareleja, uma pequena localidade alentejana que atingiu os 47,4 graus.

Fábio Félix alerta ainda para a “possibilidade de trovoadas, em especial a partir de dia 2”, contudo, e devido à baixa humidade, “deverão ser secas”, aumentando assim o risco de incêndio.

Autoridades lançam alertas

Por parte das autoridades começam também a surgir vários alertas, desde logo para que as pessoas procurem ambientes frescos, arejados e climatizados. Durante as horas de maior calor, entre as 11h e as 17h, deve evitar-se a exposição ao sol. Mas se tiver mesmo de sair de casa, recomenda-se a utilização de protector solar (renovado a cada 2h ou depois de banhos de mar ou piscina), chapéu e óculos de sol.

A ingestão de água é imperativa, pelo menos “um litro e meio por dia”, mesmo que não sinta sede. O álcool é de evitar, uma vez que causa desidratação. A prática desportiva deve ser moderada, evitando as horas de maior calor.