Reunião com a TAP considerada “positiva” pelo presidente do TPNP

Luís Pedro Martins, presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte (TPNP), falou à comunicação social à margem da conferência “Turismo no Douro – Uma Rede Segura”, que se realizou no Teatro Conceição Ribeiro, em Lamego.

Questionado pelo VivaDouro sobre qual o ponto de situação dos voos da TAP, para o aeroporto Sá Carneiro, no Porto,  o presidente do TPNP revelou que na manhã do mesmo dia esteve reunido com a administração da companhia aérea, um encontro que considerou “positivo”, apesar de preferir não demostrar demasiado entusiasmo com o resultado.

“As notícias não podiam ser mais frescas já que reunimos ainda hoje de manhã (ontem, 02/06) com a administração da TAP, a tal que eles anunciaram em comunicado.

A reunião correu bem, de qualquer maneira e, como diria S. Tomé, ‘temos de ver para crer’, porque ainda quando surgiram as primeira informações sobre o plano de retoma, diziam que eram “fake news” mas a realidade é que era verdadeiro. Hoje queremos acreditar que estamos todos de boa fé e que estamos todos, como estivemos hoje de manhã, a discutir à luz dos nossos argumentos, ficando agora a TAP de apresentar um novo plano, para que o passamos apreciar”, confirmando que deverá ser apresentado “nos próximos dias, porque não podemos perder junho”.

Para Luís Pedro Martins, “o aeroporto não é do Porto, é de toda a região norte do país”, o presidente utiliza ainda os números da ANA para afirmar mesmo que “a área de abrangência deste aeroporto são 5 milhões de pessoas, se a região tem cerca de 3,7 milhões, isto significa que consideramos aqui o centro mas também a Galiza”.

Na semana passada, após a apresentação do plano de retoma de atividade da TAP, o presidente do TPNP e diversos autarcas da região Norte, contestaram publicamente o tratamento que consideraram “discriminatório” pela empresa, devido ao reduzido número de voos previsto para o aeroporto Francisco Sá Carneiro.

“Dos 247 voos previstos para a TAP apenas 5 seriam para o Porto e Norte, por semana, como demonstramos à TAP, só a Swiss Air, com os seus voos para Zurique e Genebra conseguia fazer mais voos por semana do que todos os voos internacionais da TAP, isto não pode ser.

Se olharmos para o ranking das rotas mais rentáveis em 2019 nós tínhamos por exemplo Madrid, que era a terceira rota com maior número de passageiros, essa rota não entrava na equação deste plano, contudo entravam 14 voos a partir de Lisboa…, Não faz sentido, algo aqui não está bem. A Air France que tinha planeado começar com um voo diário a partir de dia 16 de junho, antecipou o início dessa rota para o dia 6 e passa a fazê-lo com um avião de maior capacidade, e isto é porquê? Porque dá prejuízo? Não quero acreditar.

Havia algumas incoerências que não nos souberam explicar e aquilo que queremos é que a TAP explique é: ponto um, que após os argumentos que nós apresentamos considere que este plano deve ser revisto; ponto dois, e muito importante, saber se nós temos, ou não, a mesma percentagem que tínhamos, antes do Covid, de voos em relação aos voos de Lisboa, porque não acreditamos que o arriscar agora no Porto seria muito diferente do arriscar agora em Lisboa”.

O presidente da Entidade Regional de Turismo lembra ainda que “a TAP é uma empresa pública, que vive com o dinheiro de todos, entre os quais, dos durienses. Nós temos o direito de saber o porquê de um plano de retoma tão desequilibrado. Se a TAP fosse uma empresa privada, ninguém teria direito a dizer rigorosamente nada em relação à sua gestão”.