Tabuaço discute importância das associações locais

João Paulo Catarino, Carlos Carvalho, José Manuel Gonçalves e Paulo Costa

João Paulo Catarino, Carlos Carvalho, José Manuel Gonçalves e Paulo Costa

O Município de Tabuaço recebeu, no passado dia 18 de junho, o II Encontro de Associações do Vale D’Ouro, iniciativa que pretendeu discutir a importância das associações na sociedade e o seu papel na reversão do fenómeno da interioridade do país. O evento foi promovido pela Associação Vale do Douro em parceria com a Câmara Municipal de Tabuaço.

Depois de no ano passado se ter realizado pela primeira vez em Santa Marta de Penaguião, foi agora a vez de Tabuaço receber o II Encontro de Associações do Vale do Douro, “quando nos foi colocada a possibilidade de o recebermos aqui em Tabuaço respondemos logo afirmativamente”, afirmou Carlos carvalho, presidente da autarquia.

Na opinião de Luís Almeida, presidente da Associação Vale D´Ouro, “o facto de trocarmos a margem do Douro teve algumas repercussões nomeadamente na abrangência geográfica das associações que aparecem”, afirmou.

“O movimento associativo parece que está um bocadinho de costas voltadas, sobre si mesmo e sob o seu concelho, portanto o facto de se juntarem aqui 70 representantes já é muito positivo”, declarou o dirigente associativo ao mostrar satisfação com a adesão ao evento.

Carlos Carvalho defende que o “ movimento associativo é de uma importância fundamental até porque muitas vezes acaba por substituir muitas vezes aquilo que são as nossas competências, quer locais quer centrais”, referiu ao VivaDouro.

“Muitas das vezes em sítios como o nosso, o tal interior, o mundo rural, onde o governo não faz o mesmo trabalho que faz nas zonas mais populosas estas associações revestem-se de um papel fundamental porque muitas das vezes são elas que acabam por ser os motores daquilo que é a dinâmica do setor e a atividade do mesmo”, acrescentou o edil.

Com o objetivo de refletir a importância das associações na sociedade e de discutir os “problemas do movimento associativo e encontrar estratégias comuns para que se consiga trabalhar em conjunto para o desenvolvimento da região”, o evento foi dividido em duas temáticas: a interioridade e o movimento associativo e a relevância das associações na sociedade.

“Num modelo em que se pretende que os oradores e os participantes interajam na discussão”, para o efeito, a organização juntou a Unidade de Missão para a Valorização do Interior com autarcas e empreendedores da região, alargando o debate aos representantes das associações presentes na audiência.

Desta forma, o primeiro painel intitulado “o movimento associativo no interior do país”, centrou-se na temática da interioridade e no contributo que as associações locais podem ter para reverter este fenómeno.

Contou com a presença de João Paulo Catarino, da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, de José Manuel Gonçalves, vice-presidente da Câmara Municipal do Peso da Régua e de Paulo Costa, a representar a Confraria das Aldeias de Portugal e diretor executivo da GlobalSport.

Na parte da tarde, depois de um momento cultural que ficou a cargo do Rancho Folclórico de Chaves, foi debatida a importância das associações na sociedade, tendo como oradores Inês Taveira da Associação Bagos d´Ouro, Rui Fernandes da Associação Cultural Zona Livre, Hélder Resende da Associação Juvenil Abel Botelho e Beto Coville do Teatraço, privilegiando assim a “componente prática do evento com a presença de algumas das associações cujo testemunho represente uma mais-valia para a discussão”.

A edição deste ano teve ainda como novidade a realização de uma montra de associações no Museu do Imaginário Duriense, em Tabuaço, com o objetivo de as “associações mostrarem aquilo que de melhor fazem”, explica Luís Almeida.

“As associações hoje em dia acabam por ter uma panóplia de ofertas que são muito relevantes que às vezes as pessoas não conhecem e que as outras associações vizinhas também não conhecem, o objetivo é estimular essa mostra para que possamos aprender uns com os outros”, acrescentou o dirigente associativo.

Na opinião de Luís Almeida “falta uma rede” ao setor do associativismo na região do Douro, “é preciso começar a trabalhar em rede, é preciso escala e para isso a rede é fundamental, temos de ter escala para conseguirmos mostrar aquilo que fazemos”, explicou.

“Temos que apoiar o turismo que é neste momento o grande motor de desenvolvimento da região, temos essas capacidades, individualmente temos dificuldades mas se todos juntos dermos um bocadinho do nosso tempo no final resulta uma coisa muito positiva que pode ajudar a região a desenvolver-se”, concluiu Luís Almeida.