UTAD comemora 30 anos de existência e celebra protocolos com 30 municípios

30 anos de Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), 30 protocolos com municípios da Região  Norte do país, assinados numa cerimónia que pretendeu dar a conhecer a importância do trabalho que tem sido desenvolvido entre a UTAD e as autarquias em múltiplos projetos de desenvolvimento.

Foi na Biblioteca Central da universidade transmontana, no passado mês de março, que foram assinados 30 protocolos de cooperação com autarquias da Região Norte de Portugal, no âmbito das comemorações dos 30 anos da instituição.

São diversas as áreas de intervenção que os protocolos abrangem, nomeadamente a agricultura, produção animal e floresta e o agroalimentar; desenvolvimento regional, baseado no turismo, inovação tecnológica e social.

António Fontainhas Fernandes, reitor da UTAD, valoriza o trabalho que tem sido realizado entre a instituição e os municípios, “é uma cerimónia simples, simbólica que mostra que existem já projetos de desenvolvimento, de inovação, de empreendedorismo que podem ter um impacto económico na região e que terão certamente um impacto no desenvolvimento do país”, afirmou na abertura da cerimónia.

“O conhecimento que se produz nas instituições deve ter impacto no território”, acrescentou o reitor da UTAD.

José Mendes, Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, que presidiu à cerimónia, acredita que é de “importância extrema” a assinatura destes protocolos entre a UTAD e as autarquias.

“Longe vão os tempos em que as universidades se fechavam nas suas torres de marfim e longe vão os tempos em que os municípios também faziam o seu caminho restrito às suas competências, hoje essas competências são cruzadas”, revelou ao VivaDouro.

“É um prazer até para mim pessoalmente ver que o conhecimento gerado pelas universidades é colocado ao serviço do desenvolvimento regional e portanto eu acho que isto são boas notícias para a região e para Portugal”, concluiu o membro do Governo.

Luís Machado, presidente da Câmara Municipal de Santa Marta d Penaguião, acredita que, “este protocolo é mais um passo em frente, é um passo gigante nos termos do envolvimento da UTAD com os territórios e com as pessoas, de facto está aqui casado aquilo que é importante, o conhecimento da universidade e os municípios na proteção das pessoas, bens e do território, estou convencido que esta junção de conhecimento vai ter muitos bons frutos e a região vai usufruir dessa vantagem”, afirmou ao VivaDouro.

Carlos Carvalho, presidente do município de Tabuaço, revela que a autarquia tem neste momento dois projetos em consonância com a UTAD, “a criação de um Balcão de Empreendedorismo em Tabuaço, que terá como objetivo a constituição de uma estrutura operacional de apoio às iniciativas económicas do município e a elaboração de uma Zonagem Agro-Ecológica que permita a criação de uma carta com o uso potencial de solo para o concelho no sentido de identificar os melhores locais do município para os diferentes aproveitamentos agrícolas”, explicou o autarca.

O presidente do município de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, ressalva o “papel fulcral” que a UTAD tem desempenhado no projeto que se encontra em curso com os municípios abrangidos pela albufeira do Baixo Sabor, afirmando que, “Torre de Moncorvo assim como todos os municípios tem a ganhar muito com esta experiência em termos científicos e de poder ter um parceiro no que é necessário”, revelou.

Por sua vez, Maria do Céu Quintas, edil de Freixo de Espada à Cinta, acredita que, “se o conhecimento está nas universidades temos de estar aliados, é um contributo para a nossa região”, afirmou, frisando também a colaboração entre a UTAD e o município na recuperação do Freixo Duarte d´Armas, ex-líbris da vila há cerca de 500 anos.

José Melo, vice-presidente da Câmara Municipal de Tarouca, sublinha que estes protocolos são “importantes até porque começamos a ter uma forma de ver os territórios e de apresentar candidaturas de uma forma muito mais científica e muito menos empírica e acho que vai ser uma mais-valia para todos os territórios”, declarou ao VivaDouro.

Alijó partilha da mesma opinião, uma vez que, de acordo com o autarca Carlos Magalhães, as candidaturas ao novo quadro comunitário “serão deveras difíceis se não nos apoiarmos num centro técnico de investigação e de saber como é a UTAD”. O edil afirma ainda que o município sente que “estabelecer uma parceria com a UTAD é um privilégio”.

José Marques, presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, acredita que, “o desenvolvimento da região é um papel de todos e a universidade assume-se como um pilar e o motor do desenvolvimento da região, criando condições de atratividade ao território, valorização dos recursos e apoiando as iniciativas quer públicas quer privadas”.

José Eduardo Ferreira, autarca de Moimenta da Beira, sublinha que “estas ligações são o nosso futuro, hoje o desenvolvimento faz-se sempre uns com os outros, é muito importante que o conhecimento chegue aos territórios, é preciso que se difunda e estes protocolos servem exatamente para isso, para difundir conhecimento e para crescermos em conjunto”, disse ao VivaDouro.

José Maria Costa, edil de Murça, considera que a “UTAD é o motor da região, do ponto de vista científico é o melhor parceiro que podemos ter”, afirmou.

Gustavo Duarte, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, acredita que “no interior do país a UTAD tem um papel fundamental, diria mesmo imprescindível, é até um modelo exemplar de promoção do interior, está a desempenhar um papel muito importante no desenvolvimento da região”.

No município de Vila Real, cidade onde se encontra localizada a instituição de ensino superior, a colaboração entre as duas partes tem vindo a ser potenciada, como revela Adriano Sousa, vereador da Câmara Municipal, “ eu costumo dizer que a UTAD e a cidade de Vila Real se começam a confundir porque uma não consegue viver sem a outra. A cidade não consegue viver sem a UTAD porque alavanca a economia local e a UTAD também não consegue viver sem a cidade porque quanto mais dinâmica for a cidade mais dinâmica vai ser a UTAD e vice-versa”, afirmou ao VivaDouro.

Com este ato público, realizado no âmbito das comemorações dos 30 anos da instituição, a UTAD pretendeu aprofundar o compromisso da universidade com o desenvolvimento do território.

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