«Vindos de Longe: Estrangeiros no Douro” é o tema da 4.ª edição do Ciclo de Conferências

Museu de Lamego | Foto: Direitos Reservados

Museu de Lamego | Foto: Direitos Reservados

Realizou-se na semana passada o arranque de mais uma edição do Ciclo de Conferências do Museu de Lamego/CITCEM, com a comunicação “De Forrester a Biel, de Mark Klett a Dussaud: a construção de modelos do olhar fotográfico no Douro”. Este ano, as conferências são “dedicadas à importância da presença estrangeira na construção da história duriense”.

Luís Sebastian, diretor do Museu de Lamego, afirma que o Ciclo de Conferências nasceu em 2013, com a necessidade de “criar um espaço anual de debate, partilha e divulgação da atividade científica desenvolvida em torno do território duriense, com especial enfoque na área das ciências sociais e humanas”.

«Vindos de Longe: Estrangeiros no Douro» é o tema da quarta edição da iniciativa e visa a promoção do debate, este ano sobre a imigração no Vale do Douro ao longo dos séculos que passou pela presença romana, muçulmana e cristã, assim como pela presença da força da mão-obra galega.

“Se hoje está mais que nunca na atualidade o tema da migração na Europa, é certo o papel preponderante que ao longo de toda a história a emigração teve no desenvolvimento da região do Douro”, sublinhou o diretor do Museu lamecense.

De acordo com Luís Sebatian, a quarta edição do Ciclo de Conferências acontece “já com naturalidade”. “Além do público que já fidelizou nas anteriores edições, a cada novo tema surgem novos públicos. O modo científico, mas acessível com que os temas são tratados, tem contribuído para que a informação partilhada o seja tanto para púbicos universitários e escolares como para a generalidade dos cidadãos interessados”, frisou o diretor.

“A opção estratégica adotada para a região do Douro, assumindo o Turismo Cultural como uma das principais áreas de desenvolvimento económico, acarreta consequentemente a obrigatoriedade de a região possuir uma intensa atividade de investigação científica”, salientou Luís Sebastian, acrescentando que o Turismo Cultural é “dependente do património histórico, ele material ou imaterial, é apenas possível se sustentado no profundo conhecimento do território, dos seus imóveis e sítios históricos, das suas tradições”.

Relembramos que em 2013 o Ciclo de Conferências foi dedicado à “História e património no/do Douro: investigação e desenvolvimento”, em 2014 às “Quintas do Douro: história, património e desenvolvimento” e em 2015 aos “Movimentos políticos e sociais no Douro, entre o liberalismo e a democracia” (nos 100 anos do Motim de Lamego) ”.