“Deixe-se encantar pela Porca que há séculos nos observa”

Murça é uma terra de contrastes, entre a zona Norte, cravada de encostas e penhascos, e a zona Sul, repleta de vinhas e olivais. O património encontra-se distribuído pelas sete freguesias, sendo a Porca de Murça, escultura representante de uma divindade do povo celta, o seu expoente máximo.

A origem do concelho de Murça remonta as épocas longínquas, que antecedem a formação de Portugal, o que explica os vários vestígios encontrados, originários de povos celtas, romanos, suevos e árabes, espalhados por nove freguesias. Contudo, só em 1224 é que Murça recebeu uma carta de foral, a mando do rei D. Sancho II (1209-1248).

O concelho de Murça está situado no extremo oriental do distrito de Vila Real, no limite com o vizinho distrito de Bragança. É delimitado a norte por Valpaços, a sul por Alijó e a oeste por Vila Pouca de Aguiar. Concelho misto entre a “Terra Fria” a “Terra de Montanha” e “Terra Quente”, é atravessado pelo rio Tinhela e balizado em parte pelo rio Tua. É apreciável a sua produção de azeite e de vinhos. Constituindo uma parte da Região Demarcada do Douro e de Trás-os-Montes, tem na vinicultura a sua economia essencial (embora muito associada ao azeite).

Quem visitar Murça não pode deixar de prova o azeite, o vinho, a doçaria tradicional conventual como as afamadas queijadas e o toucinho-do-céu de Murça, o mel e o queijo de cabra produzidos na região. Os maravilhosos enchidos resultam da matança do porco, tradição que ainda se pratica no concelho.

José Maria Costa – Presidente da Câmara de Murça