Douro Sul – É o tempo de clarificar e agir.

12295015_1025542170831145_1462418590_oDepois de algum tempo a falar sobre o Douro Sul, importa sintetizar e objetivar as abordagens.

Contexto:

O Douro Sul –  território que corresponde, aos concelhos aderentes à Associação de Municípios do Vale  do Douro Sul, a saber:

– Lamego, Tarouca, Moimenta da Beira, Sernancelhe, Penedono, S. João da Pesqueira, Tabuaço, Armamar, Resende e Cinfães.

Estes concelhos,  quanto às formas “organizativas” do território, enquadram-se na NUT 1 : Portugal continental; na NUT 2:  Território  correspondente à área de influência da CCDR – Norte; na NUT 3 : Oito concelhos na CIM Douro – Comunidade Intermunicipal do Douro que integra ainda mais 11 concelhos do lado norte do douro.

Ficam de fora desta CIM,  Resende e Cinfães, que estão na CIM Alto Tâmega e Sousa

Quer isto dizer que, no âmbito da organização das políticas de gestão do território,  o Douro  Sul, não tem a sintonia que seria desejável. Estamos todavia, todos,   no mesmo círculo eleitoral – Viseu.

Estrutura conceptual:

Nós,  autarcas destes concelhos, temos a responsabilidade de dar solidez a esta unidade territorial a que chamamos douro sul.

Como o fazer?

O que me parece mais óbvio será dar força à Associação de Municipios do Vale do Douro Sul.

Atualmente,  esta instituição  é liderada pelo Presidente  de Camara  de Armamar que, pelas conversas que vamos tendo,  tem uma  perspetiva  mutíssimo estruturada e vanguardista quanto ao  papel que a AMVDS deverá ter para o desenvolvimento  sustentado deste território.

Clarificação:

Há um assunto por resolver, Resende é um concelho que se identifica com este douro sul e que me parece continuar a  apostar nele. Cinfães, tenho algumas dúvidas quanto ao interesse que esse concelho,  também extraordinário, tem para continuar a apostar nesta ligação aos outros Municípios do douro sul. Sendo assim, precisamos esclarecer afinal que concelhos continuam de alma e coração neste projeto douro sul.

Ação :

Se a forma de fazer caminho for  dar mais consistência à associação de municípios, todos concordaremos certamente no seguinte:  .

– Dar-lhe  mais força política e promover o aumento da sua notoriedade social – para ter influência real tem que comunicar e estar presente na vida dos cidadãos e das instituições locais.

– Definirmos que políticas ou áreas do desenvolvimento  deverão ser bandeira da associação de municípios. A título de exemplo :

. A saúde – temos claramente interesses comuns e juntos tornamos possível   a criação de uma forma diferente e inovadora de prestar cuidados de saúde aos cidadãos – oferta integrada.

–  Educação – ninguém tem dúvidas que o futuro próximo, por força das questões da demografia, nos obrigará a fazer entendimentos  quanto à oferta escolar em cada um dos concelhos – não é viável, num futuro próximo, continuarmos com todas a áreas de formação em todos os concelhos.

– Agricultura – há exemplos extraordinários de sucesso no douro sul, ligados ao vinho, à maçã  e a outros frutos,, como por exemplo a baga de sabugueiro , à castanha etc. Importa congregar esforços para a conquista de escala que permita  uma marca umbrella – Douro Sul.

– Turismo . Ninguém tem dúvidas quanto à força atrativa e enorme potencial deste território. O douro, como destino turístico, tem mais força com o douro sul. As idiossincrasias deste território que vem da margem do douro, rio que recebe outros rios fantásticos vindos da serras das beiras, a monumentalidade e a vida cultural destes concelhos, fazem uma oferta turística invejável em qualquer parte do mundo.

– Mobilidade – para bem de todos, há a necessidade premente de integrar e fazer um modelo de transportes públicos capazes de promover a interação interconcelhia.

– Outras políticas de combate à desertificação e à promoção do emprego, embora entroncadas em todas a referidas, deverão também ter um tratamento especial neste processo.

Fica claro que há a necessidade urgente e imprescindível  de,  nós os responsáveis autárquicos desta região, nos encontrarmos  numa cimeira de reflexão que junte todos os Presidentes de Camara e Presidentes das Assembleias  Municipais,  com uma pergunta inspiradora: O Douro Sul , é a cidade que se impõem ?

Há uma vontade imensa dos municípios em articular, promover a partilha e ganhar dimensão. Tem faltado,  todavia,  estratégia nacional, que   venha do Governo Central , para tornar exequível este  objetivo de juntar vontades.

Nesta cidade informal que tenho vindo a falar – Douro Sul, é a comunhão de vontades a melhor postura estratégica para defendermos os interesses deste território – os cidadãos esperam isso de nós.

Acredito que iremos construir oportunidades baseadas  nesta nova realidade demográfica e nesta escala, sem nunca se beliscar a identidade de cada concelho, nem a postura mais global no âmbito da CIM – Douro.

Douro sul – A cidade que se impõem!

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