Douro´s Inland Waterway 2020

Por Manuel de Novaes Cabral, Presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP)

Por Manuel de Novaes Cabral, Presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP)

Douro’s Inland Waterway 2020 é um projeto coordenado pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, S.A,. que transformará a navegabilidade do Douro. Este projeto, com um investimento total de mais de setenta milhões de euros e a executar em 5 anos, tornará o rio, que atravessa e marca de forma transversal a Região Demarcada do Douro, numa auto-estrada com boas rotas fluviais. A primeira fase está aprovada e a sua apresentação decorreu no Museu do Douro, em Peso da Régua, no passado dia 2 de junho.

Até 2020, pretende-se garantir as condições de navegabilidade de acordo com as normas e objetivos da política europeia de transportes, permitindo aos agentes económicos diversificarem e incrementarem as suas operações no rio. A concretização deste objetivo obriga a assegurar o reforço da segurança do setor fluvial-marítimo, com correção em dois troços e melhoramentos nas 5 eclusas; a otimizar o sistema de comunicações com a criação de um sistema de informação específico para o Douro (RIS – River Information System); e a potenciar o estabelecimento de condições que permitam utilizar o Douro como um meio alternativo de transporte de mercadorias e de passageiros, complementando a oferta já existente e aumentando a circulação de navios.

Como membro do Observatório para a Navegabilidade do Rio Douro – órgão consultivo criado no âmbito deste projeto – o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P, assume a sua responsabilidade enquanto entidade agregadora e promotora do sector vitivinícola, segundo uma lógica transversal e que tem em consideração o valor agregado do território, dos agentes económicos e das instituições que nele trabalham. Com mais de 500 milhões de euros de vendas totais de vinho, em 2015, uma área total de 250 000 ha, dos quais 44 000 ha correspondem a área de vinha e cerca de 22 000 viticultores, sobressai o valor económico, social, cultural, ambiental e paisagístico assumido pela vinha e pelo vinho. Assim, neste Observatório, e dando continuidade à linha de atuação que norteia o Instituto, pude apresentar e transmitir as principais preocupações, necessidades e anseios, tendo estes a ver com o carácter evolutivo do rio, com o desenvolvimento económico da Região e a preservação seu diversificado património natural e cultural.

Considero que este projeto, simultaneamente português e europeu, potencia o crescimento da RDD, e consequentemente do Norte de Portugal.