Em nome da Coesão

O Movimento do Interior apresenta esta semana um documento com um conjunto de medidas,que pretendem contribuir para a inversão da persistente tendência de alargamento dos desequilíbrios entre as diferentes parcelas do território nacional.

Esta iniciativa mereceu o Alto Patrocínio do Presidente da República e envolveu um conjunto de debates pelo País, onde diversas personalidades expuseram as suas ideias e contribuíram para o debate desta causa nacional.

Somos um País coeso em termos de valores, de identidade e de cultura, mas são conhecidas as graves assimetrias de desenvolvimento regional e de ocupação territorial. Com efeito, a densidade populacional média do interior é de 0,28hab/ km2, enquanto no litoral é de 104,2hab/ km2. Se considerarmos as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, conclui-se que concentram cerca de 45% do total da população. Este cenário agrava-se, se associarmos osdébeisindicadores socioeconómicosdo interior, resultantes de um histórico encravamento geográfico que tem acentuado esta condição face aos centros mais dinâmicos.

As desigualdades quando assumem proporções desta natureza, são um sério obstáculo ao desenvolvimento, à consagração do princípio constitucional da igualdade de oportunidades e à justiça social.Sem dúvida que o País se depara com um grave problema de coesão económica e social.

A forte adesão às iniciativas, que decorreram durante os últimos meses, promovidas pelo Movimento do Interior, com a participação ativa de elementos de diferentes quadrantes políticos e da sociedade denota a consciência que existe sobrea necessidade de inverter esta situação. Existe esperança para que as forças centrípetas se sobreponham às centrífugas e assim se promova um desenvolvimento regional mais equilibrado.

Urge, pois, unir esforços para contrariar o excesso de centralismo reinante, quer da órbita nacional, quer da órbita regional.

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