Que cor terá o dia seguinte?

Neste tempo escuro, de breu carregado, deve mobilizar-nos a necessidade de se evitar deixar o país , mas particularmente para nós, a região, caírem no precipício.

Sozinhos pouco faremos. Juntos, tanto quanto a robustez da estratégia que consigamos construir.

Na nossa região, neste Grande Douro, as âncoras mais relevantes, que são a Agricultura e o Turismo, e as atividades a elas associadas, embora com impactos diferentes, amanhecerão muito fragilizadas, em alguns casos, já sem vida!

As outras atividades satélites dessas âncoras, sufocarão se entretanto nada de consistente se fizer.

Os rendimentos disponíveis nas famílias vão cair a pique. A tesouraria das empresas está já a secar como as folhas das videiras. A sustentabilidade das Instituições, já há muito periclitante, está irremediavelmente comprometida.

Nua ficará a fragilidade maior dos nossos territórios, a desertificação humana. Nu regelado.

Este é um tempo a escurecer, de negritude, a cada dia que passa.

Já somos das regiões mais deprimidas. Recuaremos anos e anos no nível de desenvolvimento.

Esta será a cor dos dias seguintes se nada fizermos e estivermos só à espera do “milagre bélico” da Europa, ou se não formos capazes de perceber que, desta vez literalmente, o mundo mudou!!

Proponho:

  • um diagnóstico rápido e simples que identifique o estado das organizações que sustentam o emprego na região, (empresas e

instituições).

  • um processo acelerado de discussão pública de soluções integradas e territorialmente agregadas. Deixemo-nos de medidas, eventualmente boas, mas pouco eficazes se tomadas à escala Municipal.
  • A mobilização da Universidade e dos Politécnicos da região, trazendo a ciência para a rua.

O dia seguinte pode ser de primavera, certamente lentificada, mas com o ciclo da vida reganhado.

A cor do dia seguinte pode ser verde!!

De esperança!