Regia-Douro Park: A aposta na Economia do Conhecimento

Por António Fontainhas Fernandes, Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)

Por António Fontainhas Fernandes, Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)

No passado dia 20 de maio, foi inaugurado o Regia-Douro Park, uma estrutura inserida no Parque de Ciência e Tecnologia de Trás-os-Montes e Alto Douro. Este projeto resultou da concertação estratégica entre cinco entidades, a saber: rede de Parques de Ciência e Tecnologia e Incubadoras PortusPark, câmaras de Vila Real e Bragança, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Instituto Politécnico de Bragança.

Numa conjugação de missões e objetivos, as cinco instituições formalizaram em 2008 um protocolo, visando dinamizar projetos comuns nas suas áreas de intervenção, decidindo em concreto implementar concertadamente Parque de Ciência e Tecnologia de Trás-os-Montes e Alto Douro, instalado em dois polos: Vila Real (Regia-Douro Park) e Bragança (Brigantia EcoPark).

Na sua génese, esta estrutura tem como objetivo central promover uma cultura de inovação e de competitividade nos territórios onde estão implantados. Adicionalmente, foram definidos objetivos específicos, a saber: i) captação de projetos de investimento com atividades de valor acrescentado e que requeiram mão-de-obra qualificada; ii) atração de empresas comprometidas com a qualidade dos produtos e serviços, mas também com a valorização dos recursos endógenos; iii) desenvolvimento de projetos de I&D e a prestação de serviços de assistência científica e tecnológica em domínios selecionados; iv) a difusão de conhecimento e de Ciência e Tecnologia que contribua para o aumento da procura científica e tecnológica e da inovação empresarial; e ainda v) a transferência de conhecimento entre as instituições de ensino superior e centros de I&D a elas associados e as empresas.

O futuro do Regia-Douro Park e a magnitude dos desafios societais associada à centralidade atribuída ao conhecimento no desenvolvimento das regiões desafiantes como a nossa exige uma forte interação entre o município, o sistema científico e o tecido empresarial. Trata-se de uma infraestrutura de elevada qualidade, com condições qualificadas para a promoção de start-ups tecnológicos e spin-offs, numa área onde existe um longo caminho a traçar e que não está contemplada na rede Portusparque.

A recente inauguração do túnel do Marão e do Regia-Douro Park são momentos que nos dão confiança para acreditar num tempo novo para os territórios do interior, pois encerra um enorme conjunto de potencialidades que urge aproveitar, de modo inteligente e inovador.

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