Sem a Proteção Civil, teria sido um desastre..!

Com a pandemia, a Proteção Civil Municipal ganha um novo conceito e maior visibilidade.

Através das suas estruturas de Proteção Civil, os Municípios fizeram e fazem a diferença e são as âncoras do cuidar de muitas pessoas.

A Proteção Civil, nos territórios de cada município, são as estruturas formais, (Responsáveis políticos, Colaboradores do município, Bombeiros, GNR, Polícia, e, neste tempo tão desassossegante, também as Instituições da comunidade), mas por princípio, também todos nós os cidadãos, devemos ser parte ativa.

Há um ano a esta parte, a saúde veio colocar-se no centro de todas as preocupações.

E as estruturas de Proteção Civil fizeram e estão a fazer um trabalho extraordinário de saúde e amparo social. Apoiando pessoas e instituições e também as unidades de saúde do SNS.

Teria sido um desastre a ação solitária das unidades de saúde pública e até das instituições, sem o apoio dos municípios. É importante enfatizar isto!

Os municípios, na generalidade, deram mostras da importância da proximidade, da versatilidade, da robustez da decisão, da rápida alocação de meios.

Foi da saúde que vieram os maiores entraves. Na partilha de informação, na abertura para atuações conjuntas.

Tenho ouvido dizer muitas vezes de que “a saúde é a quinta mais difícil de entrar”!

Neste contexto exigente e perigoso, percebemos todos a relevância estruturante do trabalho em rede, muito em particular nos territórios do interior. O trabalho realmente em Rede, faz toda a diferença. Permite otimizar recursos e concretizar facilmente operações de segurança e socorro.

Por isso, também as estruturas da saúde, diria, particularmente essas, deverão abrir-se ao que o tempo exige. E o tempo exige, união de esforços, partilha de recursos, lideranças técnicas de braço dado com as lideranças operacionais e com as lideranças política locais.

É a hora de colocar no terreno um conceito – que me comprometo abordar oportunamente -, que são as Redes de Cuidar das Pessoas, em ação de forma integrada, na saúde, no amparo social, na segurança, etc.

Por exemplo, com os Hospitais, Centros de Saúde, Municípios, Bombeiros, Forças de Segurança, Instituições e os Cidadãos.

É a hora de também se perceber quem é elegível para a “vacina” contra a falta de sensibilidade e competência, para que consigamos ajustar a estratégia à realidade e as ações às necessidades.

Do conceito de Proteção Civil antes da pandemia pouco restará. As necessidades trágicas do presente farão a mudança que há muito se intuía ser urgente concretizar. Falar de Proteção Civil vai ser falar de rede, falar de abraçar, falar de partilhar e de operacionalizar respostas transversais, sejam de que organização forem.

Também, dificilmente, alguém, ousará pôr em causa a evidência de que a saúde e o amparo social deverão estar na base de todas as políticas e no topo das prioridades municipais.

Teremos, assim, territórios, cada vez mais, amigos das pessoas.

As pessoas não são pedras no horizonte, as pessoas são o horizonte!