Tabaco: Ameaça ao nosso meio ambiente

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O Dia Mundial Sem Tabaco foi criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1987 para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo, visa desencorajar a utilização de tabaco sob qualquer forma e apelar às pessoas, ao público e aos governos para que tomem medidas para promover um estilo de vida sem fumo.

Anualmente, o Dia Mundial Sem Tabaco é destinado a discutir um tema específico que em 2022, é “Tabaco: Ameaça ao nosso meio ambiente”.

O impacto nocivo da indústria do tabaco no meio ambiente é enorme e crescente, adicionando pressão desnecessária aos já escassos recursos do nosso planeta e aos frágeis ecossistemas.

Os resíduos de tabaco contêm mais de 7 mil substâncias químicas tóxicas, que poluem não só a atmosfera, mas também os solos, rios e os mares. Dos 15 bilhões de cigarros vendidos diariamente, 10 bilhões acabam no meio ambiente, contendo uma mistura de nicotina, arsênico e metais pesados.

O tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas a cada ano e, gera efeitos nocivos ao meio ambiente, prejudicando ainda mais a saúde humana, desde o cultivo da folha de tabaco, que requer o uso de agroquímicos, fertilizantes e pesticidas tóxicos (poluem o meio ambiente). A plantação, a produção e distribuição levam ao desmatamento e também requerem o uso extensivo de água e energia. Outra forma de contaminação são as emissões de fumo, que representam toneladas de gases cancerígenos, tóxicos e de efeito estufa, consumo e resíduos pós- consumo.

A produção de tabaco destrói, em média, 200.000 hectares de biomassa de madeira por ano, e essa perda de árvores contribui ainda mais para a erosão e a escassez de água. As beatas de cigarro que não são descartadas geram resíduos tóxicos e libertam milhares de produtos químicos no ar, na água e no solo.

Fumar é um comportamento de risco responsável por malefícios para a saúde. A curto prazo origina mau hálito, tosse, dificuldade respiratória, náuseas, irritação nos olhos e garganta, aumento da frequência cardíaca e aumento da tensão arterial. A longo prazo, cada cigarro consumido pelos fumadores, aumenta o risco destes virem a desenvolver inúmeras doenças e distúrbios, como por exemplo, doença coronária, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), enfisema pulmonar e a ainda a ocorrência de mutações genéticas pré-cancerígenas e cancerígenas (é um importante fator de risco para o aparecimento de cancros como o do pulmão, entre outros). O início precoce do consumo de tabaco nos jovens propícia o aparecimento de doenças e intensifica o risco de consequências prejudiciais para a saúde graves na vida adulta. Deste modo, é importante sensibilizar a camada mais jovem para o risco associado ao tabaco. Fica o alerta a toda a população, para sensibilizar a todos e em especial aos mais jovens sobre os malefícios e os riscos associados a este consumo. Muitos são os motivos que levam à iniciação do tabagismo, é importante saber geri-los, pensando sempre nos malefícios que o fumo origina na nossa saúde: saber dizer NÃO é um imperativo!

O consumo do tabaco é nocivo tanto para os fumadores ativos como para os fumadores passivos, expostos ao fumo ambiental. Todas as substâncias resultantes do consumo do tabaco são prejudiciais para a saúde. Atualmente existe já em Portugal legislação que prevê a proibição do consumo do tabaco em espaços fechados. Existem importantes recursos ao dispor de toda a população presentes nos nossos centros de saúde, inteiramente gratuitos e voluntários como consultas de cessação tabágica. Pode sempre contar com a colaboração dos diferentes profissionais para o ajudar a parar de fumar e a melhorar substancialmente a sua qualidade e esperança de vida.

Seja mais saudável, não fume e não deixe que o fumo dos outros o prejudique!

 

Márcia Canastra – Técnica de Saúde Ambiental

Vera Ferreira – Enfermeira em Estágio de Especialidade

Unidade de Saúde Pública do ACeS Douro I