Um Douro Sul estruturado deve exigir projetos políticos claros!

No contexto do Distrito de Viseu há um território muito particular.

São dez concelhos, qual deles o mais rico e diferenciador.

Estes dez concelhos atingem um número interessante de habitantes, 100.000. Só dois destes não estão na CIM Douro.

Há uma ligação entre eles no âmbito da Associação de Municípios do Vale do Douro Sul.

Entretanto, alguns, estão a juntar-se para as questões da distribuição de água.

Viseu tem igualmente o mesmo número de habitantes.

É uma escala com relevância económica e social.

Reforço hoje a necessidade de se intensificar esta relação.

Reitero a ideia da Cidade Douro Sul. Uma cidade conceptual. Uma cidade de Aldeias, Vilas e Cidades.

A primeira cidade territorial em Portugal.

A cidade que dá força, alento e importância – Juntos teremos mais força.

A cidade que abre oportunidades de investimento e de criação de emprego.

A cidade que fará dos produtos agrícolas uma referência e lhes dará identidade e origem geográfica.

A cidade que pode dinamizar o ensino superior.

Que pode melhorar e aumentar os cuidados de saúde.

Que fará certamente as delícias dos turistas.

É, não tenho dúvidas, um bom caminho para o combate à desertificação humana e ao desamparo de muitas pessoas.

Mas, precisamos estruturar o Douro Sul. Dar-lhe mais força política. O peso político faz-se com representação nos órgãos nacionais, mas obrigatoriamente com um projeto político claro.

Os candidatos dos diferentes partidos ficam obrigados a clarificarem o que ambicionam para este território.

Alguns poderão voltar a pedir-nos o voto e, como nunca disseram ao que foram, e nunca nos disseram o que fizeram, não lhe poderemos voltar a passar um cheque em branco.

Aos novos fica o aviso: digam ao que vão!

Douro Sul é a Cidade que se impõe, com um projeto político claro!