Um projeto político para o Douro

As diferentes forças políticas vão-se esforçando para dar nas vistas no Douro. Mas fazem-no aos trambolhões!

Um Douro de quatro círculos eleitorais não tem um projeto político. Tem visões políticas de cada força partidária e quatro ou mais por cada uma delas.

É grande a  confusão a que estamos sujeitos.

Pior, algumas das forças políticas nem representantes com conhecimento mínimo desta vasta região têm.

Politicamente somos uma vinha mal amanhada.

A diversidade da região obriga-nos a respeitar as idiossincrasias dos territórios. Respeitar é tratar de forma diferente o que não é igual.

As opções políticas devem ter esta evidência sempre em conta.

Só com uma mudança do sistema político poderemos ter círculos eleitorais próximos e comprometidos. Até lá, precisamos comprometer nós as diferentes forças políticas à apresentação de um projeto político formalizado para a região.

Um projeto que deixe bem visível cada uma das opções.

Mas como temos quatro distritos em jogo, resta-nos obrigar as diferentes forças políticas a juntarem os seus candidatos e pô-los a conhecer e sentir os 19 concelhos e a pensar que soluções podem defender para este grande Douro.

Seria certamente um banho de realidade. Para alguns uma descoberta, pois são eleitos com votos de uma região da qual quase nada conhecem.

Foram tantos os disparates feitos por desconhecimento e falta de compromisso político.

A região tem que se afirmar. Urge encontrarmos  soluções de impacto estruturante. Quer ao nível de infraestruturas e equipamentos, quer ao nível da organização e gestão das diferentes atividades, realçando a região desmarcada do Douro. Mas não só. Há muitas outras fileiras a considerar como centrais para a sustentabilidade deste grande Douro.

Sem necessidade de nenhuma capital, este Grande Douro, deve encontrar modelos de organização do território que dê sinais claros para a estruturação geográfica da iniciativa econômica e social.

Como exemplo, reitero a ideia que há muito dou, da cidade conceptual e simbólica do Douro Sul. Mas porque esta insistência num modelo que juntaria, em bom rigor até já junta, vários municípios numa cidade com esta escala?

A resposta começa pela escala. Escala mínima de sobrevivência.

Todos já percebemos que, ou nos unimos, ou desapareceremos.

Não é suportável, é inviável e vazio, o futuro de territórios não integrados. Só se manterão vivos e autónomos os territórios que ganhem robustez demográfica mínima. 100.000 habitantes é a escala aceitável para suportar projetos estruturantes, sustentáveis e com massa crítica suficiente para que alguém lhes ligue alguma.

Será que vai ser desta que as soluções aparecem claras e com compromisso evidente?

Venha daí um projeto político, a sério, para o Douro!

Os três Douros ( Douro Superior, Douro Norte e Douro Sul) de mãos dadas, respeitando-se nas suas nítidas diferenças, juntos, farão deste Grande Douro um território de peso económico e político de grande relevo nacional e internacional.

O Douro tem futuro!

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