Uma Confederação nova – um novo futuro para a economia social 

Na próxima 3ª feira, dia 14 de novembro, realiza-se, em Lisboa, a sessão final do Congresso Nacional da Economia Social. Poderia tratar-se de mais uma sessão de debate como tantos outras que se têm lugar, todos os dias, por toda a parte. Não é o caso desta sessão de dia 14 de novembro de 2017.

Qual a diferença? Nesta sessão culminar-se-á o trabalho de um ano de debates alargados à maior parte das entidades do setor da economia social, e seus dirigentes, do qual deverá resultar o compromisso para, a breve prazo, constituir a Confederação da Economia Social Portuguesa.

Qual a importância desta decisão? Para além de resultar de um consenso entre parceiros privados que comungam valores e princípios comuns, entidades de pessoas, que trabalham para as pessoas e com as pessoas, significará um passo no sentido da união de forças no respeito pela autonomia e diversidade de cada uma delas, em prol do reconhecimento do setor da economia social.

Desta forma abrir-se-á o caminho para que cooperativas, mutualidades, associações, fundações, misericórdias, IPSS s, que representam mais de 6% do emprego remunerado a tempo completo nacional e 3% da riqueza nacional, implantadas em todo o território nacional, que produzem bens transacionáveis, e prestam serviços de proximidades nas comunidades locais, possam contribuir, de forma cada vez mais autónoma e autossustentável, para a coesão social e territorial.

Este passo no sentido da criação de uma Confederação que congregue energias dispersas, mobilize mais vontades, fora e dentro do setor da economia social, não será, certamente, uma figura de retórica, nem uma entidade sonâmbula, antes pelo contrário, um fator de modernização, dinamização e reforço da capacidade de resposta positiva da nossa sociedade à desigualdade, pobreza, desemprego e desertificação do interior.

A criação da Confederação da Economia Social Portuguesa será o início de um novo futuro para um setor consagrado na Constituição, a par dos setores público e privado, e que não tem sido suficientemente reconhecido e valorizado.

Bem hajam os dirigentes que decidiram com coragem, e determinação, assumir os riscos e as responsabilidades de contruir um projeto que,embora ainda incompleto,assume a união na diversidade da economia social, e que beneficiará, desde já, as condições de trabalho de todo o vasto universo das mais de 61 000 entidades da economia social nacional.

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