Viver em felicidade é um direito!

Todos queremos viver da forma que nos sintamos mais felizes.

A idade não nos leva a ideia de felicidade. De amar e ser amado. De dar e ter carinho e afeto. De ser cuidado e amparado.

A casa é comummente o nosso lugar. A nossa mais próxima ligação ao bem estar, à sensação de felicidade.

Os Lares são opção. São solução . Alternativa à forma de viver mais comum – em casa!

O Estado decidiu apoiar quem pretende ou necessita viver numa estrutura coletiva residencial. O Estado não financia instituições.

Assim deve continuar a ser.

Mas as pessoas devem poder optar. Ficar em casa é a solução que grande parte de nós deseja.

Assim sendo, deve o Estado também apoiar as pessoas que fiquem em casa.

Quem fica em casa, fica, muitas vezes, em desamparo.

Não chega o atual modelo de apoio domiciliário.

Para que seja seguro ficar em casa, urge criar redes de cuidados complementares, de saúde e sociais.

Também, por comparação aos lares, as nossas Aldeias, deverão ter ao seu serviço Cuidadores, neste caso, Comunitários. Profissionais capazes de acompanhar e apoiar os cuidados das pessoas nas suas casas.

Os Lares não são um problema. São uma excelente solução.

Mas precisamos reformular o conceito de estrutura residencial para idosos. Estas deverão ser estruturas de cuidados sociais e de acompanhamento de saúde de forma continuada.

Estes lugares de felicidade, deverão estar equipados e preparados para uma perspetiva de maior complexidade das patologias dos seus habitantes.

A sua organização deve estar suportada num novo modelo. O modelo de comunidade assistida em modo continuado e de conforto humano.

E o financiamento? Pois, as pessoas deverão ser apoiadas financeiramente tendo em conta o grau de dependência e a complexidade das suas patologias.

Urge também, que a saúde e o social, consigam dar espaço à criação de Redes Integradas de Saúde e de Apoio Social.

Nestas Redes, localmente organizadas, rapidamente, deverão ter participação: os hospitais, os centros de saúde, as Instituições e as autarquias e as organizações de cuidadores e de utentes.

Em resumo, precisamos de:

  • ERPI – Estruturas Residenciais Para Idosos, de nova geração (reformuladas)
  • Rede de Cuidados Complementares em Casa.
  • Cuidadores Comunitários
  • E, para coordenar e melhor articular, deverão ser formalizadas localmente as Redes Integradas de Saúde e Apoio Social (RIS).

Não é fácil mudar. Pior, é não começar!

Vamos lá..!